sábado, 6 de março de 2010

Há um passo da morte

Era um dia lindo,o céu estava de um azul limpo,com poucas nuvens brancas. A luz solar cintilava na grama de um verde intenso, não queria sair daquele lugar, se fosse um sonho não queria acordar. Me sentia tão bem, estava tendo o momento que sempre quis. Ter um momento só meu e não havia melhor lugar para conquistar esse momento do que lá. Não poderia ser um parque estava muito conservado e não havia nenhum banco a grama servia de assento. Ali me sentia feliz. O canto dos passáros servia de música. Havia uma cachoeira que não era muito longe resolvir ir lá nadar um pouco, andei pelas pedras cuidadosamente e logo cheguei fui correndo ao encontro da cachoeira me atirei naquelas águas cristalinas com roupa e tudo, me sentia tão bem naquele momento eu estava realmente feliz, mas algo estava começando a ficar errado, a correnteza estava ficando, forte tentava me segurar nas pedras e galhos que ali havia mais não conseguia a correnteza me puxava com força, entrei em desespero, tentei nadar contra ela porém não conseguir meus pés ficaram com cãibra, aos poucos eu estava morrendo, ali poderia ser os meus ultimos momentos de minha vida, até que avistei um barco, talvez não fosse meu fim, nasceu ali uma esperança dentro de mim.Tentei gritar mais nenhuma palavra saiu de minha boca acabei engolindo uma boa quantidade de água, pensei em acenar,então tentei subir na pedra mais próxima e acenei várias vezes nesse meio tempo expelir a água que havia engolido. Fiquei rezando para que alguém no barco visse as minhas súplicas de socorro. Para meu alivio fui percebida, agora o barco vinha para me ajudar, por um momento pensei que não desse certo esse resgate pois havia muitas pedras que impossibilitaria do barco se aproximar o suficiente e me deixar salva. Mas um homem desceu do barco e veio em minha direção de longe parecia ser forte, era alto,moreno e tinha grandes cabelos pretos amarrados a um rabo de cavalo. Aoa poucos foi se aproximando de mim e ficando mais alto e mais forte do que a minha primeira visão. Desci da pedra para seu encontro, ele soltou um sorriso timído que quase se passou despercebido, retribuir com um sorriso meigo ele me carregou e disse: - Você está bem? respondi: - Estou um pouco aflita pensei que iria morrer. - Você teve sorte de nós passar por aqui, senão correria o risco de morrer.Tem que ter muito cuidado nessa cachoeira. Disse-me ele. Corei não sabia o que falar então disse-lhe: - Acho que hoje eu tive realmente uma grande sorte,estava a um passo da morte.
Fomos caminhando em silêncio, porém senti-me mais segura envolvida nos grandes braços do rapaz. Ele me colocou cuidadosamente no barco e dá-li fomos para terra firme.